Poesia

O túnel

Ao ouvido me segredaste tantas histórias para contar fiquei no marasmo das vertigens de falhar

Ao ouvido me segredaste
tantas histórias para contar
fiquei no marasmo
das vertigens de falhar

Um lago de não fazer
campos e campos
de nada
sempre a perder

A dor entra
fisura e perfura
um túnel
uma longa noite escura

Não há lua
Nem gotas de esperança
há um caminho
vais tu 
e a tua criança

Só encontrarás a saída
a verdadeira bonança
quando dos teus medos
fizeres amigos