18 min The Man Lightning Kept Finding
For decades, Roy Sullivan survived things that should have killed him. His story became one of the most improbable of the twentieth century.
Autor
Escritor · storyteller
Escreve crónicas, perfis e histórias que atravessam o quotidiano com humor, ironia e alguma dor discreta. No Storialia concentra sobretudo a série Glória e dor. A jornada de um escritor, mas também contribui para A Febre das Coisas, Não é Ficção, É mais ou menos isto, Prato do Dia e textos sobre Ericeira.
O trabalho parte de observação atenta — coworkings, ruas, mesas de café, personagens que parecem saídos de outro século — e procura sempre uma forma narrativa clara, sem moralina fácil.
For decades, Roy Sullivan survived things that should have killed him. His story became one of the most improbable of the twentieth century.
Diogo Henriques
For decades, Roy Sullivan survived things that should have killed him. His story became one of the most improbable of the twentieth century.
Durante décadas, Roy Sullivan sobreviveu a acontecimentos que deveriam tê-lo matado. A sua história tornou-se uma das mais improváveis do século XX.
Diogo Henriques
Durante décadas, Roy Sullivan sobreviveu a acontecimentos que deveriam tê-lo matado. A sua história tornou-se uma das mais improváveis do século XX.
E não era quem devia ser
Diogo Henriques
A história real de Mateus Álvares, o eremita que, durante algum tempo, foi proclamado rei da Ericeira.
And he wasn't who he was supposed to be
Diogo Henriques
The true story of Mateus Álvares, the hermit who, for a time, was proclaimed king of Ericeira.
But passengers say she was already dead when she boarded
Diogo Henriques
But passengers say she was already dead when she boarded
Mas os passageiros dizem que já estava morta ao embarcar
Diogo Henriques
Mas os passageiros dizem que já estava morta ao embarcar
Nenhum texto recente neste idioma.
Série
Accidents, coincidences, obsessions, survivors, and small human disasters.
For decades, Roy Sullivan survived things that should have killed him. His story became one of the most improbable of the twentieth century.
Diogo Henriques
For decades, Roy Sullivan survived things that should have killed him. His story became one of the most improbable of the twentieth century.
And he wasn't who he was supposed to be
Diogo Henriques
The true story of Mateus Álvares, the hermit who, for a time, was proclaimed king of Ericeira.
But passengers say she was already dead when she boarded
Diogo Henriques
But passengers say she was already dead when she boarded
Juliane Koepcke fell from the sky and walked alone through the jungle for 11 days.
Diogo Henriques
The true story of Juliane Koepcke, the 17-year-old who was the only survivor of LANSA Flight 508.
For more than an hour, he spoke calmly with the tower… while flying a plane that should never have been in the air
Diogo Henriques
For more than an hour, he spoke calmly with the tower… while flying a plane that should never have been in the air
After surviving
Diogo Henriques
The true story of Tsutomu Yamaguchi, the only man officially recognized as a survivor of both atomic bombs.
And nobody understood what he was doing.
Diogo Henriques
And nobody understood what he was doing.
What happened next is hard to believe.
Diogo Henriques
What happened next is hard to believe.
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Série
Acidentes, coincidências, obsessões, sobreviventes e pequenos desastres humanos.
Durante décadas, Roy Sullivan sobreviveu a acontecimentos que deveriam tê-lo matado. A sua história tornou-se uma das mais improváveis do século XX.
Diogo Henriques
Durante décadas, Roy Sullivan sobreviveu a acontecimentos que deveriam tê-lo matado. A sua história tornou-se uma das mais improváveis do século XX.
E não era quem devia ser
Diogo Henriques
A história real de Mateus Álvares, o eremita que, durante algum tempo, foi proclamado rei da Ericeira.
Mas os passageiros dizem que já estava morta ao embarcar
Diogo Henriques
Mas os passageiros dizem que já estava morta ao embarcar
Juliane Koepcke caiu do céu e caminhou 11 dias sozinha pela selva.
Diogo Henriques
A história real de Juliane Koepcke, a jovem de 17 anos que foi a única sobrevivente do voo LANSA 508.
Durante mais de uma hora, falou calmamente com a torre… enquanto pilotava um avião que nunca deveria estar no ar
Diogo Henriques
Durante mais de uma hora, falou calmamente com a torre… enquanto pilotava um avião que nunca deveria estar no ar
Depois de sobreviver
Diogo Henriques
A história real de Tsutomu Yamaguchi, o único homem oficialmente reconhecido como sobrevivente das duas bombas atómicas.
E ninguém percebeu o que ele estava a fazer.
Diogo Henriques
E ninguém percebeu o que ele estava a fazer.
O que aconteceu depois é difícil de acreditar.
Diogo Henriques
O que aconteceu depois é difícil de acreditar.
Nenhum texto neste idioma nesta série.
Série
Perfis narrativos de personagens que viveram entre o palco, a queda e a persistência luminosa de continuar.
Um retrato de João, figura certinha e deslocada, entre aparência, desconforto e observação.
Diogo Henriques
Um retrato de João, figura certinha e deslocada, entre aparência, desconforto e observação.
Uma viagem onde o idioma atrapalha
Diogo Henriques
Uma viagem onde o idioma atrapalha
Uma crónica sobre persistência, paisagem e a força silenciosa que nos move.
Diogo Henriques
Uma crónica sobre persistência, paisagem e a força silenciosa que nos move.
Uma crónica no Rio de Janeiro a partir de Luís Fernando Veríssimo e da estranha companhia do mundo.
Diogo Henriques
Uma crónica no Rio de Janeiro a partir de Luís Fernando Veríssimo e da estranha companhia do mundo.
Um reencontro inesperado, uma recaída inevitável
Diogo Henriques
Um reencontro inesperado, uma recaída inevitável
O absurdo de decorar para evitar alguém.
Diogo Henriques
O absurdo de decorar para evitar alguém.
Um retrato de Raúl Fonseca, da fotografia analógica e dos bastidores onde a escassez também cria mundo.
Diogo Henriques
Um retrato de Raúl Fonseca, da fotografia analógica e dos bastidores onde a escassez também cria mundo.
Estas palavras são para ele.
Diogo Henriques
Estas palavras são para ele.
A delicada arte de sobreviver à consoada
Diogo Henriques
A delicada arte de sobreviver à consoada
Uma crónica sobre revisão, ofício e as pequenas autoridades que habitam a língua.
Diogo Henriques
Uma crónica sobre revisão, ofício e as pequenas autoridades que habitam a língua.
Uma manhã de pressa, parentalidade e palavras duras que ficam a ecoar depois de ditas.
Diogo Henriques
Uma manhã de pressa, parentalidade e palavras duras que ficam a ecoar depois de ditas.
Nada Está Errado: Tudo é Parte do Teu Sonho
Diogo Henriques
Nada Está Errado: Tudo é Parte do Teu Sonho
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Portugal's most famous sandwich and the story that brought it to the plate.
Diogo Henriques
I have never been a great fan of francesinhas. But their story? Delicious.
From Alentejo to Porto: the bifana and the secrets in the pan.
Diogo Henriques
From the bifana capital of Vendas Novas to the queues in Lisbon and Porto, the story of a national snack.
The prego sandwich is typical of Portugal — a tender beef steak served in bread, usually a papo-seco, often seasoned with garlic and mustard or hot sauce.
Diogo Henriques
The prego sandwich is typical of Portugal — a tender beef steak served in bread, usually a papo-seco, often seasoned with garlic and mustard or hot sauce. This snack became a classic of Portuguese beer halls and taverns, with a curious story behind its name and spread across the country.
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Série
Crónicas sobre comida portuguesa: origens, lendas e histórias por trás dos pratos que conhecemos de vista.
A sanduíche mais famosa de Portugal e a história que a trouxe ao prato.
Diogo Henriques
Nunca fui grande fã da francesinha. Mas a história dela? Uma delícia.
Do Alentejo ao Porto: a bifana e os segredos do tacho.
Diogo Henriques
Da capital da bifana em Vendas Novas às filas em Lisboa e no Porto — a história de um petisco nacional.
A sandes de prego é típica de Portugal, composta por um bife tenro de vaca servido no pão (geralmente um papo-seco) e frequentemente temp…
Diogo Henriques
A sandes de prego é típica de Portugal, composta por um bife tenro de vaca servido no pão (geralmente um papo-seco) e frequentemente temperado com alho e molho de mostarda ou picante. Este petisco tornou-se um elemento clássico das cervejarias e tascas portuguesas, com uma história curiosa por detrás do
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Série
Between the sand of the beaches and the fields of Mafra, Ericeira keeps stories of sea and land.
Today it is called Praça da República, but everyone knows it as Jogo da Bola — the beating heart of the village between beach and fields.
Diogo Henriques
Today it is called Praça da República, but everyone knows it as Jogo da Bola — the beating heart of Ericeira between beach and fields.
5 October 1910. In Ericeira, D. Manuel II boards discreetly at Praia dos Pescadores. The Portuguese monarchy had come to an end.
Diogo Henriques
5 October 1910. In Ericeira, D. Manuel II boards discreetly at Praia dos Pescadores. The Portuguese monarchy had come to an end.
During World War II, 43,000 refugees arrived in Portugal. They settled in the country's major cities — about 14,000 in Lisbon — but were later sent to smaller towns such as Caldas da Rainha, Figueira da Foz and Ericeira.
Diogo Henriques
During World War II, 43,000 refugees arrived in Portugal. They settled in the country's major cities — about 14,000 in Lisbon — but were later sent to smaller towns such as Caldas da Rainha, Figueira da Foz and Ericeira. Salazar's regime feared political and economic unrest, but the phenomenon had unexpected results.
Scorned by many and respected by others, brass bands remain, across this country, the only music schools in many towns — a place where generations meet and the old pass knowledge to the young.
Diogo Henriques
Scorned by many and respected by others, brass bands remain, across this country, the only music schools in many towns. The Ericeira Brass Band was founded 174 years ago, in August 1849.
Jagozes are what they call those born in the village of Ericeira — the “people of the sea”.
Diogo Henriques
Jagozes are what they call those born in the village of Ericeira — the “people of the sea”.
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Série
Entre a areia das praias e os campos de Mafra, a Ericeira guarda histórias de mar e de terra.
Hoje chama-se Praça da República, mas toda a gente a conhece por Jogo da Bola. Já foi largo, hoje é praça. Já teve vários nomes — e sempre g…
Diogo Henriques
Hoje chama-se Praça da República, mas toda a gente a conhece por Jogo da Bola. Já foi largo, hoje é praça. Já teve vários nomes — e sempre guardou o mesmo papel: ser o coração pulsante da vila, à beira-mar, entre a areia das praias e os campos de Mafra. Origens
5 de Outubro de 1910. Na Ericeira, D. Manuel II embarca discretamente na Praia dos Pescadores. A monarquia portuguesa chegava ao fim.
Diogo Henriques
5 de Outubro de 1910. Na Ericeira, D. Manuel II embarca discretamente na Praia dos Pescadores. A monarquia portuguesa chegava ao fim.
Durante a Segunda Guerra Mundial chegaram a Portugal 43 mil refugiados. Instalaram-se nas grandes cidades do país, cerca de 14 mil em Lisboa…
Diogo Henriques
Durante a Segunda Guerra Mundial chegaram a Portugal 43 mil refugiados. Instalaram-se nas grandes cidades do país, cerca de 14 mil em Lisboa, mas posteriormente foram enviados para meios mais pequenos como as Caldas da Rainha, Figueira da Foz e a Ericeira. O regime de Salazar temia pela agitação política
Desprezadas por muitos e reconhecidas por outros as bandas filarmónicas continuam a ser, por este país fora, as únicas escolas de música de …
Diogo Henriques
Desprezadas por muitos e reconhecidas por outros as bandas filarmónicas continuam a ser, por este país fora, as únicas escolas de música de muitas terras, uma actividade onde diferentes gerações convivem, os mais velhos passam o conhecimento aos mais novos. A Filarmónica da Ericeira foi fundada há 174 anos, em
Jagozes dizem-se aqueles que nasceram na vila Ericeira, é a “gente do mar”;
Diogo Henriques
Jagozes dizem-se aqueles que nasceram na vila Ericeira, é a “gente do mar”;
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Série
Poemas e fragmentos narrativos para ler de noite, com voz baixa, como quem acende uma luz pequena.
No passado adormeceu, A promessa do porvir. Hipotecaram-se as saudades; Talvez um dia retornem. Os mares guardam memórias Dos que em suas…
Diogo Henriques
No passado adormeceu, A promessa do porvir. Hipotecaram-se as saudades; Talvez um dia retornem. Os mares guardam memórias Dos que em suas águas jazem. E as ribas, em silêncio, choram Por aqueles que nunca voltaram.
Seja em que situação estiveres na vida estejas em abundância, ou a lutar pela sobrevivência , na doença, ou na vitalidade, nada disso importa, pois cada um de nós está a viver, exa
Diogo Henriques
Seja em que situação estiveres na vida estejas em abundância, ou a lutar pela sobrevivência , na doença, ou na vitalidade, nada disso importa, pois cada um de nós está a viver, exa
Quando a bricolage nos bate à parte
Diogo Henriques
Quando a bricolage nos bate à parte
Ao ouvido me segredaste tantas histórias para contar fiquei no marasmo das vertigens de falhar
Diogo Henriques
Ao ouvido me segredaste tantas histórias para contar fiquei no marasmo das vertigens de falhar
Esta vida que estou agora a viver é apenas um momento fugaz da minha existência. Outras vidas é vivido, vidas passadas e outras vidas ire…
Diogo Henriques
Esta vida que estou agora a viver é apenas um momento fugaz da minha existência. Outras vidas é vivido, vidas passadas e outras vidas irei viver, e esta é mais uma. Não a desvaloriza, nem a torna especial, há um enorme peso que desaparece. O fim não é realmente o
Limpa, as aflições que te comem os botões
Diogo Henriques
Limpa, as aflições que te comem os botões
Começou com um par de palavras De seguida, umas ideias simpáticas Rapidamente fomos a umas mais arriscadas Gostaste, e de seguida me desafiaste
Diogo Henriques
Começou com um par de palavras De seguida, umas ideias simpáticas Rapidamente fomos a umas mais arriscadas Gostaste, e de seguida me desafiaste
E um dia assim de mansinho com o mar calmo e perfumes de maresia
Diogo Henriques
E um dia assim de mansinho com o mar calmo e perfumes de maresia
Onde estás tu não te vejo há algum tempo pensei que viesses ontem mas nunca chegou o momento
Diogo Henriques
Onde estás tu não te vejo há algum tempo pensei que viesses ontem mas nunca chegou o momento
Às vezes a chuva chove e os pingos não me molham outras vezes não chove e sinto-me encharcado
Diogo Henriques
Às vezes a chuva chove e os pingos não me molham outras vezes não chove e sinto-me encharcado
Seja qual for o caminho onde te encontres seja qual for a pessoa que tenhas pela frente ou a pessoa com quem te deitas na cama
Diogo Henriques
Seja qual for o caminho onde te encontres seja qual for a pessoa que tenhas pela frente ou a pessoa com quem te deitas na cama
Cada vida que vivemos É mais uma oportunidade que temos.
Diogo Henriques
Cada vida que vivemos É mais uma oportunidade que temos.
Não há vítima sem agressor, os dois polos atraem-se, os dois polos vivem dentro de cada um de nós nenhum é melhor que o outro, é o que é.
Diogo Henriques
Não há vítima sem agressor, os dois polos atraem-se, os dois polos vivem dentro de cada um de nós nenhum é melhor que o outro, é o que é.
Tudo começa com uma palavra depois vem outra e logo, mais umas poucas
Diogo Henriques
Tudo começa com uma palavra depois vem outra e logo, mais umas poucas
Semana de trabalho acabada, cheguei a casa final de tarde, era sexta-feira. As primeiras tardes de primavera chegavam à cidade, finalment…
Diogo Henriques
Semana de trabalho acabada, cheguei a casa final de tarde, era sexta-feira. As primeiras tardes de primavera chegavam à cidade, finalmente o calor abraçava Lisboa, por fim sexta-feira. Tomei um banho de água quente, depois a ferver. O corpo amolecido pelo calor, rodei a torneira e a água fria caía
Coitados aqueles que buscam encontrar no casamento aquela chama de vontade que vos ardia no início. Não percam tempo como eu e tantos out…
Diogo Henriques
Coitados aqueles que buscam encontrar no casamento aquela chama de vontade que vos ardia no início. Não percam tempo como eu e tantos outros já perdemos, nem alimentem preocupações, como eu já tantas noites alimentei, com tais incumbências, porque essa vontade, lamento informar-vos aquilo que já sabem, não a vão
Há uns que se riem outros que te apupam tentam encolher-te disparam gritos para humilhar-te
Diogo Henriques
Há uns que se riem outros que te apupam tentam encolher-te disparam gritos para humilhar-te
Ela caminha, chove torrencialmente, mas não se preocupa, é chuva apenas água, a água que me lave, a água que me acorde. Caminha pelo pass…
Diogo Henriques
Ela caminha, chove torrencialmente, mas não se preocupa, é chuva apenas água, a água que me lave, a água que me acorde. Caminha pelo passeio, casas pequenas, portões abertos outros fechados, persianas corridas, jardins cuidados, casas esquecidas, fachadas sofridas, e ninguém pela rua. Chove torrencialmente e estamos em Janeiro, ai
Como é que e as palavras nas paredes do talho nas portas das finanças ou na papelaria da Ana não me dizem nada
Diogo Henriques
Como é que e as palavras nas paredes do talho nas portas das finanças ou na papelaria da Ana não me dizem nada
O teu olhar de quem quer mais do que vê esse grito mudo de vontade acende-me o desejo e começamos com um beijo
Diogo Henriques
O teu olhar de quem quer mais do que vê esse grito mudo de vontade acende-me o desejo e começamos com um beijo
Podem impor-me um trabalho aumentar-me a renda proibirem-me de sair de casa e eu direi sempre o mesmo.
Diogo Henriques
Podem impor-me um trabalho aumentar-me a renda proibirem-me de sair de casa e eu direi sempre o mesmo.
Lá vai ela, vai tem esse olhar, tem energia boa, também tem tudo, tem é uma mulher boa
Diogo Henriques
Lá vai ela, vai tem esse olhar, tem energia boa, também tem tudo, tem é uma mulher boa
Essa preocupação que se ocupa pelo que há de ser e nos devora o presente De fazer isto, aquilo ou o outro Deixa-nos sempre ausente.
Diogo Henriques
Essa preocupação que se ocupa pelo que há de ser e nos devora o presente De fazer isto, aquilo ou o outro Deixa-nos sempre ausente.
Há uma euforia quando elas vêm um vazio quando se vão
Diogo Henriques
Há uma euforia quando elas vêm um vazio quando se vão
Não pode ser mas foi um mês passou a dor ficou
Diogo Henriques
Não pode ser mas foi um mês passou a dor ficou
Jorge vamos jantar! Já vou. A comida já está no prato! Já vou. Jorge, estamos todos à mesa à tua espera. Epá fogo ´tá bem, já vou! Jorge …
Diogo Henriques
Jorge vamos jantar! Já vou. A comida já está no prato! Já vou. Jorge, estamos todos à mesa à tua espera. Epá fogo ´tá bem, já vou! Jorge tinha entrado há dois meses em Ciências da Linguagem na Universidade de Lisboa. Viviam em Carnaxide, arredores de Lisboa. A dez quilómetros
Por aqueles tempos vivia em Madrid no bairro de Prosperidad. Um bairro historicamente obreiro, ainda hoje mantém alguma autenticidade que…
Diogo Henriques
Por aqueles tempos vivia em Madrid no bairro de Prosperidad. Um bairro historicamente obreiro, ainda hoje mantém alguma autenticidade que pelo centro já se vai perdendo. Não vim aqui parar por convicção, andei por muitos bairros à procura de casa, e depois de ver buracos que chamavam casas, e casas
Há um antes e um depois, a vida nunca mais será a mesma, os olhos são os mesmos mas a perspectiva para sempre mudou
Diogo Henriques
Há um antes e um depois, a vida nunca mais será a mesma, os olhos são os mesmos mas a perspectiva para sempre mudou
Después de una estancia de cinco días en la cuidad que me ha dado abrigo durante ocho años, camino desde La Latina en dirección a la esta…
Diogo Henriques
Después de una estancia de cinco días en la cuidad que me ha dado abrigo durante ocho años, camino desde La Latina en dirección a la estación de Atocha. Por el camino hay más recuerdos que calles, menos bares que histórias y muchas saudades. Otros tiempos me dice la razón.
Nunca foram as tuas pernas nem o teu olhar o que me deixou louco por ti foi o amor
Diogo Henriques
Nunca foram as tuas pernas nem o teu olhar o que me deixou louco por ti foi o amor
Acordar o melhor acordar é com um sorriso do teu filho as brincadeiras o pequeno-almoço preparar a mochila dá trabalho mas rejubila a ida de bicicleta para a escola o sol a raiar e
Diogo Henriques
Acordar o melhor acordar é com um sorriso do teu filho as brincadeiras o pequeno-almoço preparar a mochila dá trabalho mas rejubila a ida de bicicleta para a escola o sol a raiar e
Pelas encostas de onde vem o vinho do porto, por onde navegam os afluentes do rio Douro, a azeitona é para ser apanhada no final do ano, …
Diogo Henriques
Pelas encostas de onde vem o vinho do porto, por onde navegam os afluentes do rio Douro, a azeitona é para ser apanhada no final do ano, inícios do inverno quando o vento e o frio já espreitam. Acorda-se durante a noite, prepara-se o material, vai-se ao povo beber um
Fui pela primeira vez em julho convite do meu amigo Loureiro nunca tinha visto jardins com tanta gente alemães sorridentes estrangeiros na Alemanha felizes bicicletas deitadas na r
Diogo Henriques
Fui pela primeira vez em julho convite do meu amigo Loureiro nunca tinha visto jardins com tanta gente alemães sorridentes estrangeiros na Alemanha felizes bicicletas deitadas na r
Querido pai natal, Este ano volto a escrever-te para pedir-te os meus desejos para este natal. Os dois primeiros são os mesmos de sempre,…
Diogo Henriques
Querido pai natal, Este ano volto a escrever-te para pedir-te os meus desejos para este natal. Os dois primeiros são os mesmos de sempre, que acabe a fome e a guerra no mundo. Pronto. Agora para mim queria pedir-te, aquele jogo para a plastation dos carros mas quero o formula
São perguntas, senhor, são perguntas é o que levo no regaço, perguntas para oferecer não tiram a fome mas são muito boas para entreter.
Diogo Henriques
São perguntas, senhor, são perguntas é o que levo no regaço, perguntas para oferecer não tiram a fome mas são muito boas para entreter.
Estas oliveiras já viram muito, Por aqui já passou muita fome, Já passaram manadas de miséria, a guerra, paixões , crimes de guerra, torturas, seca, discussões, sermões, ditadores,
Diogo Henriques
Estas oliveiras já viram muito, Por aqui já passou muita fome, Já passaram manadas de miséria, a guerra, paixões , crimes de guerra, torturas, seca, discussões, sermões, ditadores,
Acordar Tomar banho, vestir-me, tomar o pequeno-almoço, Procurar as chaves, não estão no sitio delas, Bater a porta com força porque a fechadura está perra Pôr música nos ouvidos p
Diogo Henriques
Acordar Tomar banho, vestir-me, tomar o pequeno-almoço, Procurar as chaves, não estão no sitio delas, Bater a porta com força porque a fechadura está perra Pôr música nos ouvidos p
Mãe, levei meses para escrever-te, ensaiei muitas noites as palavras na minha cabeça faltou-me sempre a coragem para escrever-te. Dentro …
Diogo Henriques
Mãe, levei meses para escrever-te, ensaiei muitas noites as palavras na minha cabeça faltou-me sempre a coragem para escrever-te. Dentro de uma semana faz dez anos que mudei-me para Madrid, já passaram três meses desde a última vez que falamos. Não discutimos, se calhar foi esse o nosso erro. Deixamos
Boa tarde Doutor. Estou bem, bem melhor. Sinto-me um pouco mais leve e também um pouco mais animado. Bem sei. Bem sei que ontem o meu dis…
Diogo Henriques
Boa tarde Doutor. Estou bem, bem melhor. Sinto-me um pouco mais leve e também um pouco mais animado. Bem sei. Bem sei que ontem o meu discurso era de largar tudo e só voltar daqui a uns anos quando as coisas estivessem um pouco melhores. Mas Doutor, hoje acordei com
Meses sem surfar, uma vontade adormecida e um dia em que o mar voltou a chamar — da ansiedade à água, da vergonha ao amor que nos mantém vivos.
Diogo Henriques
Meses sem surfar, uma vontade adormecida e um dia em que o mar voltou a chamar — da ansiedade à água, da vergonha ao amor que nos mantém vivos.
Para quem não sabe, eu pelo menos não sabia, uma gravidez não deve durar mais de quarenta e duas semanas. Esse limite não é imposto pela …
Diogo Henriques
Para quem não sabe, eu pelo menos não sabia, uma gravidez não deve durar mais de quarenta e duas semanas. Esse limite não é imposto pela natureza mas sim pela classe médica. À minha mulher faltavam quatro dias para chegar às quarenta e duas semanas. Estava tudo bem. Mas se
Ninguém escolhe um curso universitário por vocação. Pelo menos, não no Portugal em que eu cresci. Há uns poucos que já sabem que querem, …
Diogo Henriques
Ninguém escolhe um curso universitário por vocação. Pelo menos, não no Portugal em que eu cresci. Há uns poucos que já sabem que querem, advocacia, farmácia, medicina ou enfermagem. Há outros que escolhem um curso porque acham que vão gostar, mas não fazem a mínima ideia do que lhes espera.
O agosto já lá vai, a cidade está de volta. Juntam-se duas amigas ao final da tarde para porem a conversa em dia.
Diogo Henriques
O agosto já lá vai, a cidade está de volta. Juntam-se duas amigas ao final da tarde para porem a conversa em dia.
Parece uma palermice e provavelmente é mesmo, mas encontrei umas semelhanças na forma como empurramos esta carroça que se chama vida e a …
Diogo Henriques
Parece uma palermice e provavelmente é mesmo, mas encontrei umas semelhanças na forma como empurramos esta carroça que se chama vida e a forma como nos banhamos.
Abraça o processo, aguenta forte, abraça mesmo nos dias em que menos te apetece, especialmente nesses dias. Acredita no caminho, abraça o…
Diogo Henriques
Abraça o processo, aguenta forte, abraça mesmo nos dias em que menos te apetece, especialmente nesses dias. Acredita no caminho, abraça o esforço, sente a dor, abraça-a e sê gentil com ela. Faz da dor uma amiga e sente a resiliência que se ganha com essa amizade. Não sonhes com
Não são vidas, são momentos, os momentos que vives em cada momento, não é a vida, é a vida que pões em cada momento En la calle empiezo m…
Diogo Henriques
Não são vidas, são momentos, os momentos que vives em cada momento, não é a vida, é a vida que pões em cada momento En la calle empiezo mi viaje. En la calle del sufrimiento y de la alegría encuentras lo que nunca habías pensado, lo que nunca habías buscado.
Por muchas cosas que compre, no me queda nada, sólo mi identidad
Diogo Henriques
Por muchas cosas que compre, no me queda nada, sólo mi identidad
De niña yo escuchaba, quiero ser medica, profesora, o bailarina, pero lo que a mi me gustaba, era comer chuchería
Diogo Henriques
De niña yo escuchaba, quiero ser medica, profesora, o bailarina, pero lo que a mi me gustaba, era comer chuchería
No son caminos por descubrir, Son pasos por caminos ya conocidos
Diogo Henriques
No son caminos por descubrir, Son pasos por caminos ya conocidos
Darse dejarse besar, libertarse dejarse llevar, regresar sin nunca haber llegado, buscar sin saber lo que vas a encontrar, perderse y enamorarse de un sitio que nunca habías imagin
Diogo Henriques
Darse dejarse besar, libertarse dejarse llevar, regresar sin nunca haber llegado, buscar sin saber lo que vas a encontrar, perderse y enamorarse de un sitio que nunca habías imagin
Algo mas que un litro de vino, contento lo has bebido, tristemente lo has terminado, la noche no ha terminado pero para ti ya se ha acaba…
Diogo Henriques
Algo mas que un litro de vino, contento lo has bebido, tristemente lo has terminado, la noche no ha terminado pero para ti ya se ha acabado. Es temprano, son las 2 de la mañana, no ha terminado como te lo has imaginado, todavía tienes que hacer la cama, para
Entre música, charla, cigarros, vino, más vino, café y otro café, salimos de Villa Sousa ya con las ganas de comer, de comer la noche, la…
Diogo Henriques
Entre música, charla, cigarros, vino, más vino, café y otro café, salimos de Villa Sousa ya con las ganas de comer, de comer la noche, la noche de regalos, la folia. Ya en El Botequim, ese mítico bar que siempre está ahí pero donde todo cambia. Nuestro objetivo primario, el
Nenhum texto neste idioma nesta série.
Escravo, traficante de escravos e abolicionista — a vida por trás de «Amazing Grace».
Diogo Henriques
John Newton (1725–1807): do mar e do tráfico de escravos ao pastorado, ao arrependimento e ao abolicionismo no Império Britânico.
Slave, slave trader, and abolitionist — the life behind «Amazing Grace».
Diogo Henriques
John Newton (1725–1807): from the sea and the slave trade to ministry, repentance, and abolition in the British Empire.
Nenhum texto neste idioma nesta série.
Série
Contos para crianças e para quem ainda sabe ouvir com olhos de criança.
Lá no cume da montanha, bem no alto, bem no cimo, onde estão todas as pedras muito grandes e voam as águias e os abutres em círculos, é l…
Diogo Henriques
Lá no cume da montanha, bem no alto, bem no cimo, onde estão todas as pedras muito grandes e voam as águias e os abutres em círculos, é lá onde vive o urso Barnabé. Debaixo de essas pedras, numa grande gruta o urso Barnabé acorda, boceja, estica bem os braços
Há uma baleia que se chama Catarina e que vive lá no fundo, bem no fundo do mar. A baleia Catarina tem muitos amigos no fundo do mar. É a…
Diogo Henriques
Há uma baleia que se chama Catarina e que vive lá no fundo, bem no fundo do mar. A baleia Catarina tem muitos amigos no fundo do mar. É amiga da baleia branca, da baleia preta, da baleia grande, da baleia bebé, do caranguejo, do polvo, dos peixinhos, do tubarão
Nenhum texto neste idioma nesta série.
Série
Crónicas de humor sobre o quotidiano, o trabalho, a paternidade e outras pequenas tragédias que parecem inventadas.
Se Descartes fosse pai, a frase seria outra.
Diogo Henriques
Crónica de humor sobre paternidade e a impossibilidade de existir como pessoa quando se é pai.
Quatro erros ortográficos num panfleto corporativo.
Diogo Henriques
Crónica de humor sobre uma entrevista de emprego que nunca devia ter acontecido.
A dona Bárbara, o Euromilhões e uma besta de carvalho francês.
Diogo Henriques
Conto de humor sobre um contabilista, uma colega insuportável e um prémio de 30 milhões.
Medo de quase tudo e seguros de vida que nunca se usam.
Diogo Henriques
Crónica de humor sobre ansiedade, tragédia imaginada e consultas ao psiquiatra.
Um amor proibido servido à colher.
Diogo Henriques
Crónica de humor sobre a tentação de uma maionese no frigorífico.
Alguém está a dar cabo das nossas alfaces.
Diogo Henriques
Crónica de humor sobre horta, lesmas e uma emboscada noturna.
Nenhum texto neste idioma nesta série.
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