Autor

Diogo Henriques

Diogo Henriques

Escritor · storyteller

Escreve crónicas, perfis e histórias que atravessam o quotidiano com humor, ironia e alguma dor discreta. No Storiale concentra sobretudo a série Glória e Dor, mas também contribui para A Febre das Coisas, Não é Ficção, É mais ou menos isto, Prato do Dia e textos sobre Ericeira.

O trabalho parte de observação atenta — coworkings, ruas, mesas de café, personagens que parecem saídos de outro século — e procura sempre uma forma narrativa clara, sem moralina fácil.

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Não é Ficção
12 min

A única sobrevivente do voo LANSA 508

A história real de Juliane Koepcke, a jovem de 17 anos que foi a única sobrevivente do voo LANSA 508.

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Descolou. E ninguém percebeu porquê.

Durante mais de uma hora, falou calmamente com a torre… enquanto pilotava um avião que nunca deveria estar no ar

Glória e Dor
4 min

João Certinho

Um retrato de João, figura certinha e deslocada, entre aparência, desconforto e observação.

Não é Ficção
14 min

Tsutomu Yamaguchi

A história real de Tsutomu Yamaguchi, o único homem oficialmente reconhecido como sobrevivente das duas bombas atómicas.

Não é Ficção
10 min

Um pastor de 61 anos apareceu numa ultramaratona de 875 km

E ninguém percebeu o que ele estava a fazer.

Não é Ficção
4 min

Durante 14 minutos, este homem esteve morto

O que aconteceu depois é difícil de acreditar.

Por série

60 textos

Série

Glória e Dor

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Perfis narrativos de personagens que viveram entre o palco, a queda e a persistência luminosa de continuar.

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Glória e Dor
4 min

João Certinho

Um retrato de João, figura certinha e deslocada, entre aparência, desconforto e observação.

Glória e Dor
18 min

Cheguei chegando. Bom, mais ou menos.

Uma viagem onde o idioma atrapalha

Glória e Dor
6 min

A força que não se vê

Uma crónica sobre persistência, paisagem e a força silenciosa que nos move.

Glória e Dor
15 min

“O mundo não é ruim, só está mal frequentado! “

Uma crónica no Rio de Janeiro a partir de Luís Fernando Veríssimo e da estranha companhia do mundo.

Glória e Dor
8 min

Voltei a recebê-la em casa

Um reencontro inesperado, uma recaída inevitável

Glória e Dor
7 min

VH: duas letras da dor

O absurdo de decorar para evitar alguém.

Glória e Dor
16 min

Nos bastidores da escassez

Um retrato de Raúl Fonseca, da fotografia analógica e dos bastidores onde a escassez também cria mundo.

Glória e Dor
7 min

O Que Não Te Disse

Estas palavras são para ele.

Glória e Dor
14 min

A outra e a pavlova: crónica de um natal vesuviano

A delicada arte de sobreviver à consoada

Glória e Dor
18 min

“Exmo. Senhor Sub-Diretor”

Uma crónica sobre revisão, ofício e as pequenas autoridades que habitam a língua.

Glória e Dor
16 min

Eu mato-te

Uma manhã de pressa, parentalidade e palavras duras que ficam a ecoar depois de ditas.

Glória e Dor
3 min

A Jornada do Sonhador

Nada Está Errado: Tudo é Parte do Teu Sonho

Série

Ericeira, Entre a terra e o mar

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Entre a areia das praias e os campos de Mafra, a Ericeira guarda histórias de mar e de terra.

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Ericeira, Entre a terra e o mar
14 min

Largo do Jogo da Bola, Ericeira

Hoje chama-se Praça da República, mas toda a gente a conhece por Jogo da Bola. Já foi largo, hoje é praça. Já teve vários nomes — e sempre guardou o mesmo papel: ser o coração pulsante da vila, à beira-mar, entre a areia das praias e os campos de Mafra. Origens

Ericeira, Entre a terra e o mar
5 min

1910: O Fim da Monarquia Acontece na Praia dos Pescadores, Ericeira

5 de Outubro de 1910. Na Ericeira, D. Manuel II embarca discretamente na Praia dos Pescadores. A monarquia portuguesa chegava ao fim.

Ericeira, Entre a terra e o mar
7 min

A Ericeira e os refugiados da Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial chegaram a Portugal 43 mil refugiados. Instalaram-se nas grandes cidades do país, cerca de 14 mil em Lisboa, mas posteriormente foram enviados para meios mais pequenos como as Caldas da Rainha, Figueira da Foz e a Ericeira. O regime de Salazar temia pela agitação política

Ericeira, Entre a terra e o mar
4 min

A Filarmónica da Ericeira tem coisas para contar

Desprezadas por muitos e reconhecidas por outros as bandas filarmónicas continuam a ser, por este país fora, as únicas escolas de música de muitas terras, uma actividade onde diferentes gerações convivem, os mais velhos passam o conhecimento aos mais novos. A Filarmónica da Ericeira foi fundada há 174 anos, em

Ericeira, Entre a terra e o mar
4 min

Chamam-se Jagozes

Jagozes dizem-se aqueles que nasceram na vila Ericeira, é a “gente do mar”;

Série

A Febre das Coisas

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Poemas e fragmentos narrativos para ler de noite, com voz baixa, como quem acende uma luz pequena.

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A Febre das Coisas
2 min

Agradece

Seja em que situação estiveres na vida estejas em abundância, ou a lutar pela sobrevivência , na doença, ou na vitalidade, nada disso importa, pois cada um de nós está a viver, exa

A Febre das Coisas
1 min

O túnel

Ao ouvido me segredaste tantas histórias para contar fiquei no marasmo das vertigens de falhar

A Febre das Coisas
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É a vida

Limpa, as aflições que te comem os botões

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E assim começou

Começou com um par de palavras De seguida, umas ideias simpáticas Rapidamente fomos a umas mais arriscadas Gostaste, e de seguida me desafiaste

A Febre das Coisas
1 min

E um dia

E um dia assim de mansinho com o mar calmo e perfumes de maresia

A Febre das Coisas
1 min

Volta para mim

Onde estás tu não te vejo há algum tempo pensei que viesses ontem mas nunca chegou o momento

A Febre das Coisas
1 min

Reflexo da chuva

Às vezes a chuva chove e os pingos não me molham outras vezes não chove e sinto-me encharcado

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1 min

Seja qual for, é esse mesmo

Seja qual for o caminho onde te encontres seja qual for a pessoa que tenhas pela frente ou a pessoa com quem te deitas na cama

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As vidas continuam

Cada vida que vivemos É mais uma oportunidade que temos.

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1 min

Sexta-feira de vida

Não há vítima sem agressor, os dois polos atraem-se, os dois polos vivem dentro de cada um de nós nenhum é melhor que o outro, é o que é.

A Febre das Coisas
1 min

Navegar

Tudo começa com uma palavra depois vem outra e logo, mais umas poucas

A Febre das Coisas
1 min

Inimigo

Há uns que se riem outros que te apupam tentam encolher-te disparam gritos para humilhar-te

A Febre das Coisas
1 min

O mesmo não é igual

Como é que e as palavras nas paredes do talho nas portas das finanças ou na papelaria da Ana não me dizem nada

A Febre das Coisas
1 min

Sacia-me o desejo

O teu olhar de quem quer mais do que vê esse grito mudo de vontade acende-me o desejo e começamos com um beijo

A Febre das Coisas
1 min

Podem

Podem impor-me um trabalho aumentar-me a renda proibirem-me de sair de casa e eu direi sempre o mesmo.

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1 min

Lá vem ela

Lá vai ela, vai tem esse olhar, tem energia boa, também tem tudo, tem é uma mulher boa

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O caminho

Essa preocupação que se ocupa pelo que há de ser e nos devora o presente De fazer isto, aquilo ou o outro Deixa-nos sempre ausente.

A Febre das Coisas
1 min

As ondas

Há uma euforia quando elas vêm um vazio quando se vão

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1 min

Contigo

Não pode ser mas foi um mês passou a dor ficou

A Febre das Coisas
1 min

Obrigado

Há um antes e um depois, a vida nunca mais será a mesma, os olhos são os mesmos mas a perspectiva para sempre mudou

A Febre das Coisas
1 min

Acordar

Nunca foram as tuas pernas nem o teu olhar o que me deixou louco por ti foi o amor

A Febre das Coisas
1 min

Há um silêncio

Acordar o melhor acordar é com um sorriso do teu filho as brincadeiras o pequeno-almoço preparar a mochila dá trabalho mas rejubila a ida de bicicleta para a escola o sol a raiar e

A Febre das Coisas
2 min

Berlim

Fui pela primeira vez em julho convite do meu amigo Loureiro nunca tinha visto jardins com tanta gente alemães sorridentes estrangeiros na Alemanha felizes bicicletas deitadas na r

A Febre das Coisas
1 min

É a chuva

São perguntas, senhor, são perguntas é o que levo no regaço, perguntas para oferecer não tiram a fome mas são muito boas para entreter.

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Esta terra

Estas oliveiras já viram muito, Por aqui já passou muita fome, Já passaram manadas de miséria, a guerra, paixões , crimes de guerra, torturas, seca, discussões, sermões, ditadores,

A Febre das Coisas
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Mata-me ou deixa-me viver

Acordar Tomar banho, vestir-me, tomar o pequeno-almoço, Procurar as chaves, não estão no sitio delas, Bater a porta com força porque a fechadura está perra Pôr música nos ouvidos p

A Febre das Coisas
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Dame con la verdad

Por muchas cosas que compre, no me queda nada, sólo mi identidad

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1 min

De grande quiero ser gorda

De niña yo escuchaba, quiero ser medica, profesora, o bailarina, pero lo que a mi me gustaba, era comer chuchería

A Febre das Coisas
1 min

Un día de cada día

Darse dejarse besar, libertarse dejarse llevar, regresar sin nunca haber llegado, buscar sin saber lo que vas a encontrar, perderse y enamorarse de un sitio que nunca habías imagin

A Febre das Coisas
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El conocido se hace aburrido y el desconocido querido

No son caminos por descubrir, Son pasos por caminos ya conocidos